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Primeira Leitura Primeira leitura: Apocalipse 10, 8-11
8Aquela mesma voz do céu que eu, João, já tinha ouvido tornou a falar comigo: "Vai, pega o livrinho aberto da mão do anjo que está de pé sobre o mar e a terra". 9Eu fui até o anjo e pedi que me entregasse o livrinho. Ele me falou: "Pega e come. Será amargo no estômago, mas na tua boca será doce como mel". 10Peguei da mão do anjo o livrinho e o comi. Na boca era doce como mel, mas, quando o engoli, meu estômago tornou-se amargo. 11Então ele me disse: "Deves profetizar ainda contra outros povos e nações, línguas e reis".
Salmo Responsorial Salmo 118 (119)
Refrão: R: Como é doce ao paladar vossa Palavra, ó Senhor. - Seguindo vossa lei, me rejubilo muito mais do que em todas as riquezas.
- Minha alegria é a vossa aliança, meus conselheiros são os vossos mandamentos.
- A lei de vossa boca, para mim, vale mais do que milhões em ouro e prata.
- Como é doce ao paladar vossa Palavra, muito mais doce do que o mel na minha boca!
- Vossa Palavra é minha herança para sempre, porque ela é que me alegra o coração!
- Abro a boca e aspiro largamente, pois estou ávido de vossos mandamentos.
Evangelho Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas:
Naquele tempo, 45Jesus entrou no templo e começou a expulsar os vendedores. 46E disse: "Está escrito: 'Minha casa será casa de oração'. No entanto, vós fizestes dela um antro de ladrões". 47Jesus ensinava todos os dias no templo. Os sumos sacerdotes, os mestres da lei e os notáveis do povo procuravam modo de matá-lo. 48Mas não sabiam o que fazer, porque o povo todo ficava fascinado quando ouvia Jesus falar.
Santo Edmundo

Santo Edmundo

Reinava Offa nos Estados ingleses. Desejando terminar seus dias em Roma, no exercício da piedade e da penitência, passou a coroa para Edmundo, de quinze anos de idade, descendente dos antigos reis anglo-saxões da Grã-Bretanha.

Edmundo, segundo os seus historiadores, foi coroado no dia de Natal de 885. Suas qualidades morais tornaram-no modelo dos bons reis. Tinha grande aversão aos lisonjeiros; toda a sua ambição era manter a paz e assegurar a felicidade dos súditos. Daí o grande zêlo na administração da justiça e na implantação dos bons costumes nos seus Estados. Foi o pai dos súditos, sobretudo dos pobres, protetor das viúvas e dos órfãos, sustento e apoio dos fracos. O fervor no serviço de Deus realçava o brilho das suas outras virtudes. A exemplo dos monges e de várias outras pessoas piedosas, aprendeu o saltério de cor.

No décimo quinto ano do seu reinado, foi atacado pelos Dinamarqueses Hínguar e Hubla, príncipes desta nação, verdadeiros piratas, que foram desembarcar na Inglaterra. Edmundo, a princípio, manteve-se sereno, confiando num tratado que tinha feito com os bárbaros logo que vieram para o seu país. Mas quando viu que não respeitaram o tratado, reuniu o seu exército. Mas os infiéis receberam auxílios. Perante este reforço do inimigo, Edmundo sentia-se impotente para o combater.

Então os bárbaros fizeram-lhe várias propostas que recusou, por serem contrárias à religião e à justiça que devia aos súditos. Preferiu expor-se à morte a trair sua consciência. Carregaram-no de pesadas cadeias e levaram Edmundo à tenda do general inimigo. Fizeram-lhe novas propostas. Respondeu com firmeza que a religião lhe era mais cara do que a vida, e que nunca consentiria em ofender a Deus, que adorava. Hínguar, enfurecido com esta resposta, mandou açoitá-lo cruelmente.

O santo sofreu todos os maus tratos com paciência invencível, invocando o Sagrado Nome de Jesus. Por fim, foi condenado a ser decapitado, recebendo a palma do martírio a 20 de novembro de 870.

Os ingleses consideraram-no mártir e dedicaram-lhe numerosas igrejas.

Santo Edmundo, rogai por nós!